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Desenvolvendo o pensar

Nas últimas décadas, o uso da tecnologia se tornou parte indispensável da vida das pessoas, especialmente daqueles que nasceram imersos em um mundo dependente de smartphones e de computadores. Existe a ideia de que a tecnologia só pode ser usada de dois jeitos: como ferramenta de trabalho ou como distração e lazer. O que muitos não percebem é que a tecnologia pode ser uma grande aliada da educação, já que agora permitem novos métodos para reter a atenção dos alunos.

Educar as novas mentes da era digital é o grande desafio de Marcos Douglas, responsável pela unidade da Robomind em Belém. Através de um método de aprendizado que estimula competências, habilidades e raciocínio lógico, o educador usa a robótica para colocar na prática o que os alunos aprendem na sala de aula.

“A nossa proposta não é ensinar robótica. Nós não temos um conteúdo a ser ensinado, a gente trabalha com foco em habilidades e competências. A ideia é fazer tudo com a mão na massa”, diz Marcos.

Como as aulas não tem conteúdo ou conceito definido, Marcos trabalha essas habilidades e competências com o foco na matemática, física, programação, lógica de programação dentro da robótica. E como o público alvo são alunos de 7 a 9 anos em um programa, e a partir dos 10 anos em outro, é trabalhado a ideia de juntar e estimular habilidades em aulas em trio.

“Cada um tem um papel: um é o programador, um é o montador e o outro é o coach. Só que na aula seguinte eles invertem o papel, então em cada aula eles experimentam um momento diferente. A ideia é despertar essas habilidades que na prática ele vai melhorando e entendendo o conceito que o aluno viu previamente na sala de aula”, explica o educador.

Marcos acredita que o grande diferencial da Robomind é que ela não forma os alunos para o mercado de trabalho, como as escolas de programação e robótica convencionais, mas desenvolve e expande o conhecimento dos conceitos dos alunos para o ensino superior. Dificuldades que o professor observou e percebeu que os seus alunos encontravam no entendimento dos processos para resolver problemas durante os cursos superiores.

Instalações da Happy Code, escola de programação em Belém.
No mesmo viés de educar digitalmente crianças e jovens, Fabrício Nascimento, da Happy Code em Belém, ensina crianças e adolescentes a programar. Esse ensino de linguagens computacionais ajuda os jovens a entender problemas de outra forma.

“Através da linguagem de programação, a gente estimula para que a criança possa pensar mais, resolver problemas, pensar computacionalmente e usar raciocínio lógico, para não só consumir a tecnologia, e que através do letramento digital possa criar soluções”, diz Fabrício.

Fabrício também fala como o mercado de trabalho exige a necessidade de solucionar problemas, não só na área de tecnologia, e o estímulo é a chave para um profissional de sucesso. “Escolhendo ou não o mercado de tecnologia, através desse estímulo desde cedo a pensar, desenvolver e a criar, certamente o jovem vai ser um profissional extremamente diferenciado no mercado de trabalho”.

É exatamente isso o que as multinacionais estão exigindo do profissional, independente da graduação ou formação. Alguém capaz de criar soluções para os problemas da empresa, segundo Fabrício. Então, apesar das duas escolas desse ramo terem propostas e didáticas diferentes, elas têm o mesmo objetivo final que é estimular a criança a pensar e enxergar o mundo de várias maneiras.

Para conhecer  mais sobre as duas escolas mencionadas na matéria, confira abaixo as redes sociais.



Por: Alessandro Amorim e Henrique Sá.

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